Festa Literária
Internacional de Paraty
 
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07/07/2011

Integração: essa é a palavra-chave deste ano, pelo menos do ponto de vista de Gabriela Gibrail, a Gabi da Flipinha, coordenadora in loco da festa literária infanto-juvenil de Paraty. Gabi trabalha o ano inteiro no programa educativo da Associação Casa Azul e passa os dias da Flip nos bastidores da outra tenda, aquela a que acorrem os paratienses e não os turistas, aquela que fica do lado de cá do Rio Perequêaçu, no centro histórico, e que atrai pais, alunos e professores de mais de 40 escolas públicas e particulares da região. “Este ano, pela primeira vez, todos os eventos estão integrados como nunca antes: Flip, FlipZona, Casa da Cultura e Flipinha”, explica Gabi, com um enorme sorriso de satisfação.

A meta de integrar os eventos, criando laços entre eles para além da ponte que fisicamente atravessa o rio (do lado de lá fica a Tenda dos Autores, sobejamente conhecida), era perseguida há tempos. “Foi um longo processo e era natural que essa integração ocorresse”, diz ela, mas não poupa elogios ao curador desta 9ª Flip, o jornalista e crítico literário Manuel da Costa Pinto. “Ele foi um agente decisivo nessa integração”, avalia Gabi. “Escreveu o perfil de Oswald de Andrade para o Manual da Flipinha, que foi distribuído aos professores em fevereiro, e até veio a Paraty para conversar com eles.”

Gabi também está particularmente satisfeita com o recente interesse da mídia pela Flipinha e pelo programa educativo da Casa Azul. Desde a primeira Flip, a mídia sempre perseguiu as celebridades convidadas para a Tenda dos Autores e ignorou solenemente o trabalho realizado durante o ano pela Casa Azul junto às escolas e à população da região de Paraty, estimulando o hábito da leitura e abastecendo bibliotecas escolares e municipais. “Agora somos regularmente procurados para entrevistas e reportagens, o que é muito bom porque nossa experiência pode ser reproduzida em outros lugares”, explica Gabi.

A Tenda da Flipinha, que este ano mudou de lugar, mas continua na Praça da Matriz, agora pode receber um público ainda maior e abriu hoje às 8 horas com a primeira Ciranda dos Autores. A mesa, que tinha por tema “a poesia das imagens”, reuniu as ilustradoras cariocas Graça Lima e Mariana Massarani, com mediação de Mariana Benchimol. A programação seguiu com o musical “Até as princesas soltam pum”, montado por alunos e professores da Escola Municipal da Barra Grande, e com outra Ciranda de ilustradores, com Cláudio Thebas e Suppa. O primeiro musical foi um dos dez espetáculos de música, teatro e poesia previstos para esta quarta-feira na Tenda da Flipinha, todas preparadas nas escolas da região. Uma terceira Ciranda ocorrerá às 15 horas, reunindo os autores Fernando Vilela e Leonardo Chianca. Na verdade, a Flipinha começou ontem, dia 5, com a 6ª Regata INP Flipinha, que largou às 10h de terça-feira da Praia do Pontal.

 



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