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30/06/2016

Ciranda

 

Terceiro dia: Lázaro Ramos, Palavra Cantada, Angela-Lago e outros convidados participam da abertura da Ciranda dos Autores

A Ciranda dos Autores, tradicionais conversas com escritores e ilustradores da literatura infantil e juvenil, começou nesta quinta, 30 de junho, com um mesão que reuniu todos os convidados. Eles apresentaram o resultado de um amigo oculto literário proposto pela curadoria. Cada um dos autores recebeu o título do livro de um colega da mesa e, a partir disso, criou uma história, uma ilustração ou uma música.

“O barato do desafio foi se surpreender com um novo olhar sobre algo que você já conhece bem. É nessa hora que percebemos como a imaginação é inesgotável”, afirmou a escritora e contadora de histórias, Ana Luísa Lacombe.

Paulo Tatit e Sandra Peres, da dupla Palavra Cantada, receberam o título Menina amarrotada (Jujuba Editora, 2013), escrito e ilustrado por Aline Abreu, e como resultado compuseram uma melodia. Para encerrar o “Mesão: desafios literários”, os cantores propuseram mais uma brincadeira, a escrita coletiva de uma letra para a música. “A menina amarrotada acaba de acordar. A menina amarrotada não tem ferro pra passar”, cantaram os autores. A dupla garante que amanhã, na mesa “Quando música e literatura contam histórias”, a canção será apresentada.

O resultado dos desafios literários pode ser visto no Manual da Flipinha, material com conteúdo sobre os autores que foi apresentado aos professores no meio do semestre letivo.

Em seguida, a mesa “Caderno de segredos” reuniu Angela-Lago e Lázaro Ramos. Os dois confessaram que o prazer da leitura não é algo natural. “A leitura para mim era uma obrigação, algo que eu precisava para fazer uma prova. E quando eu fiz 15 anos, eu li meu primeiro livro por prazer, era um livro de teatro”, contou Lázaro, que mandou um recado para a criançada: “Leitura não é obrigação. É algo que ninguém vai tirar de você. Podem tirar de vocês um carro ou uma roupa, mas aquele conhecimento adquirido nunca vai sair”.

Angela aproveitou para contar uma história. “Quando eu era pequena, eu gostava de ficar deitada no sofá ou na rede. Abria um livro e ficava horas parada fingindo que estava lendo, assim ninguém me incomodava. Aí quando eu cansava de divagar, eu lia uma palavrinha aqui e outra ali, e fui aprendendo a gostar de ler”, revelou.

Na Praça

Pela manhã, a escritora Ana Claudia Bastos e Rita Carelli conversaram com as crianças da Tenda da Biblioteca sobre o processo de criação de uma obra e sobre o livro que publicaram juntas Família de todo jeito (Zit Editora, 2016). "O livro abre uma possibilidade para quem luta contra o preconceito, é uma oportunidade de abrir essa conversa com as crianças" disse Ana Claudia. A escritora Marina Miyazaki Araujo e as contadoras Cristina Sainte Marie e Marina Bastos também interagiram com as crianças. Já no bate-papo “Literatura infantil sem diminutivos”, professores aproveitaram as dicas de Aline Abreu, Liliane Oraggio, Marina Miyazaki Araujo e Raquel Matsushita.

À tarde, a Praça da Matriz recebeu o show da banda paratiense, Seu Maia, que animou o almoço de quem comia nos arredores, a oficina Da palavra ao desenho e a Orquestra Filarmônica da EM Profª Pequenina Calixto. Alunos da EM Min. Sergio Mota apresentaram uma música que fala sobre poesia e amor sob orientação da autora Selma Maria e olhos atentos de Flávio Lenz, irmão de Ana Cristina Cesar, homenageada da Flip. A Tenda da Biblioteca recebeu também Blandina & Lollo, Patrícia Auerbach, Eliane Potiguara e Selma Maria.

Para finalizar a extensa programação de hoje, o bate-papo “Você é o que lê” trouxe ao palco da Flipinha Gregorio Duvivier, Maria Ribeiro e Xico Sá para falar sobre referências literárias e hábitos de leitura. “Eu sempre quis escrever, mas achava que ser escritora era mais difícil que ser atriz”, revelou Maria. Para Gregorio, o escritor deve ter um olhar fresco: “O olhar da criança é o olhar do cronista.”


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