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02/07/2016

Interna-2

O escritor Maurício Meirelles autografa o livro Birigüi, feito em parceira com Odilon Moraes (foto de Iberê Périssé)

 

 

Quinto dia: Conversas da Flipinha debatem o espírito da literatura infantil

As escritoras Ana Luísa Lacombe e Eliane Potiguara abriram a programação de hoje da Ciranda dos Autores, na mesa “Teia de histórias”. A narrativa de vida das autoras foi o destaque da conversa que aconteceu na Casa da Cultura Câmara Torres.

Eliane, que tem ascendência indígena, contou como foi sua infância. “O ponto central da minha criação literária aconteceu quando minha avó me deu, aos cinco anos, uma pedra”, contou. A escritora gostava de imaginar a relação da avó com o objeto e os lugares por onde a pedra havia passado. Ana Luísa abordou as diferentes formas de expressão que permearam sua vida, como a contação de histórias. Quando criança, tentou ser cantora e depois bailarina, mas se encontrou mesmo no teatro.

Alexandre de Castro Gomes e Ernani Ssó conversaram, em seguida, sobre causos de terror em “Histórias de arrepiar!”. Para os autores, escrever para crianças é mais difícil que escrever para adultos. Principalmente, quando se trata de histórias assim: “O horror dá aquele gostinho do azedo, por isso que ele tem que ser atrelado a algum tipo de humor. Só o horror não segura a criança no livro”, conta Alexandre.

Uma suposta função da literatura também foi tema da conversa. “O terror não ensina nada”, garantiu Alexandre. Para os autores, isso provocou um desinteresse de editoras e escolas para o gênero. “Muitos professores acham que a literatura deve ter uma função ou uma moral. A literatura é mais fluída que isso. Quando você fala de histórias sobre medo, você ensina a criança a lidar com os sentimentos dela”, afirma Ernani.

Na Praça

O debate em torno do espírito da literatura também aconteceu na Roda de Conversa com o escritor Maurício Meirelles e o ilustrador Odilon Moraes. A dupla lançou o livro Birigüi (Editora Miguilim, 2016), que conta a história de um menino que acompanha o pai caçador pela primeira vez e se depara com a experiência da morte. “A literatura proporciona isso, ela faz a experiência ganhar um corpo estético, o que ajuda a suportar melhor a realidade”, afirma Odilon. Pela manhã, outra Roda de Conversa lotou a Tenda da Biblioteca. A jornalista Adriana Carranca, autora de Malala, a menina que queria ir para a escola (Companhia das Letrinhas, 2015), falou de suas narrativas pelo mundo.

A contação de histórias Hora da Leiturinha mobilizou crianças e adultos no estacionamento ao lado da Praça da Matriz e o Show Faz de Conta, do Zuando Som, divertiu o almoço de quem estava na região. A Praça da Matriz recebeu ainda a peça de teatro Os moderninhos, a contação de histórias 13 Tique-Taques e uma segunda dose da atividade “Brincadeiras e desafios com labirintos lúdicos”.


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