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03/07/2016

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Guto Lacaz vem à Flipinha neste domingo


ÚItimo dia: Ciranda dos Autores encerra com Guto Lacaz, Selma Maria e Celso Sisto

O artista plástico e ilustrador Guto Lacaz teve um encontro com a Flipinha na manhã deste domingo, na Casa da Cultura Câmara Torres. A mesa da Ciranda dos Autores reuniu histórias sobre os quarenta anos de carreira de Guto, que revela trabalhar cada livro com muita pessoalidade, variando muitas técnicas.

Para criar as ilustrações de Peter e Wendy (Cosac Naify, 2012), livro de James M. Barrie, ilustrado por ele, o artista fotografou a ilustração de cada personagem para depois unir os recortes. Já em A galinha e outros bichos inteligentes (Editora Dedo de Prosa, 2013), optou por brincar com poemas visuais. Durante a mesa, ele pediu: “Estimulem a poesia visual para as crianças”.

O encontro seguinte teve a presença da dupla Blandina Franco e José Carlos Lollo e da ilustradora Laura Castilhos, na mesa “Histórias parceiras". Blandina & Lollo, que já acumularam 34 livros feitos em parceria, contaram sobre seu processo de criação literária: “Vamos muito em um restaurante de um amigo nosso em São Paulo e lá ficamos desenhando e conversando”, afirma Lollo.

Dando outra visão, Laura ressaltou que admira a troca criativa do casal, mas prefere trabalhar sozinha. A ilustradora adora misturar materiais. “Já fiz obras com argila, recorte, peças tridimensionais”, conta.

Para encerrar esta edição da Ciranda dos Autores, os escritores Celso Sisto e Selma Maria conversaram sobre “A poesia do cotidiano e suas histórias”. O começo na literatura e o processo criativo de cada um nortearam a conversa. “Eu sou o filho do meio, esquecido, e isso foi definidor na minha vida. Escrever para mim foi reforçar a relação com meus pais. Escrevi para eles me notarem”, conta Celso.

Selma relembra que teve o privilégio de começar a escrever por incentivo do poeta Manoel de Barros. A escritora adora se chamar de inventora de gambiarras poéticas por fazer trocadilhos lúdicos com o sentido das palavras e dos objetos. “A palavra é a brincadeira do escritor. Quanto mais a gente usa, menos ela fica velha”, ressalta.

Na Praça

Pela manhã, a roda de capoeira do Mestre Astronauta e do Abadá Capoeira pintou de branco a Praça da Matriz, e a Roda de Conversa entre Estêvão Marques e Ernani Ssó animou a Tenda da Biblioteca. Show do Zoando Som, contação de histórias e o musical A volta do malandro encerraram a programação da Flipinha 2016!

 


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