Programa educativo Festa Literária
Internacional de Paraty
  Parceria
Institucional
Instituto C&A
FLIPINHA FLIPINHA

Ana Raquel
Anna Claudia Ramos
Anna Lee
Bia Hetzel
Caio Riter
Carlos Heitor Cony
Celso Sisto
Fábio Sombra
Ivan Zigg
Jô Oliveira
Jonas Ribeiro
Júlio Emílio Braz
Luciana Savaget
Márcio Vassallo
Marina Colasanti
Nilma Lacerda
Paula Saldanha
Regina Yolanda
Rosa Amanda Strausz
Rosana Rios
Roseana Murray
Rosinha Campos
Ruth Rocha
Salmo Dansa
Tiago de Melo Andrade
Ana Raquel

Sou ilustradora desde 1980. Ilustrei cento e poucos livros; alguns foram premiados, outros... quase (rs). Há de se comemorar trabalhando, pois não é fácil viver de ilustrar livros nesta terra onde, em geral, ainda não se reconhece o direito autoral do ilustrador, fora raras e honrosas exceções, sejamos justos. Tenho dois filhos, duas noras queridas e uma netinha, a Mariana. Vivo em Trancoso, sul da Bahia, onde vim morar há alguns anos, para trabalhar em paz em projetos pessoais, e, ao mesmo tempo, ilustrar livros de outros autores. Vim para viver e trabalhar perto do mar, como planejei desde sempre. Cuido de livros e de plantas. É muito bom trabalhar à beira d’água e da mata que, apesar dos “apesares”, continua absurdamente viva.

Moro numa “casa-escritório-canil”. Casaescritório é comum, todo mundo quer trabalhar em casa... Mas canil? Basta olhar o tapetinho de retalhos no chão que você vai entender: um resto de osso roído pelos cães, mais uns pedaços de pau mordido que nem lápis de criança ansiosa. São ossos de estimação. É que a sala, à noite, é o apê dos dois cães: mãe e filho. Para mim, cachorro é gente que nasceu bichinho. Alguém me disse isso e eu assino embaixo demais da conta, como se diz em Pitangui, Minas Gerais, onde nasci em 1950.

Atualmente, ando iluscrevendo livrospróprios, ou seja, estou me tornando iluscritora, que é uma ilustradora que resolveu abrir e ilustrar sua própria caixa-de-palanfrórios*. Que está cheia de multiassuntos, multiprojetos de multilivros multicores para dar saída. Parênteses: desconfio de que cada pessoa nasce com uma caixinha cheia de sextas-feiras para gastar. E cada um vai usando as suas como pode ou quer, e o tempo as vai retirando, uma a uma, da conta da gente lá na eternidade. Então, tenho notado que, ultimamente, as minhas estão sumindo muito rápido. Parece que todo dia é sexta–feira de novo. A gente descuida um pouco e já tem de tirar outra sexta da caixa e ela está ficando rasinha! Espero que o estoque não acabe antes dos muitos novos livros irem pra gráfica! (rs) Para conhecer mais sobre meus trabalhos visite: www.anaraquelilustradora.blogspot.com.

 

* palanfrório, é o mesmo que palavrório


 

Realização
Associação Casa Azul